segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Awo Ifá ( segundo bàbá Ògúnjimi)

Existem duas formas de iniciação:
(1) Iniciação Comum = “OMO IFA”

(2) Iniciação para sacerdote = “AWO IFA”

INICIAÇÃO COMUM - é geralmente para a pessoa que não vai tornar-se sacerdote de Ifá, mas precisa de Ifá para mostrar o caminho em sua vida e poderá ser do sexo masculino ou feminino existindo nenhuma discriminação.

A iniciação para Orunmila é feita durante o tempo mínimo de 3(três) podendo chegar a até 17 (dezessete) dias, sendo que no terceiro dia (ITA-FA), Orunmila Ifa revela qual o odu da pessoa, que passará a ser um(a) Omo Ifa, e é através deste odu que o babalawo poderá determinar os etutus que esse(a) Omo Ifa, deverá receber além do Oruko (nome) que esta passará a ser chamada.

Obs. A este tipo de iniciação podem submeter-se todas as pessoas, pois tanto umbandistas, candomblecistas quanto cristãos e muçulmanos, dirigem-se ao Ile Ifa para pedir a iniciação. Estes são iniciados, contudo sem abandonar suas antigas práticas religiosas. Ifa não é preconceituoso e abrange outros grupos sociais, sem desestruturar as suas respectivas linhagens iniciais.

ASSENTAMENTO DE IFÁ

Esta pessoa tem acesso a Ifa depois da iniciação através do “Awo Ifá”, ele receberá o Agere Ifá que é o assentamento do Ifa e as orientações a respeito dos Oses que poderão ser semanal, mensal ou anual de acordo ao Odu da pessoa.

Esu Ifa - Ao iniciar, a pessoa recebe também o assentamento de Esu Ifa e é necessário se ter assentado porque Esu é a única entidade (Orisa) que pode ajudar ou prejudicar a pessoa, até o próprio Ifa é alinhado com ele.

Depois da iniciação, a pessoa é responsável pelos seus assentamentos individuais e ela poderá cultuá-los sob as orientações do Babalawo.

INICIAÇÃO PARA O SACERDÓCIO
AWO IFA

Para esta iniciação, de qualquer forma, é necessário que se tenha passado primeiro por uma iniciação em Ifa, para que se saiba o caminho da pessoa. Através do odu que sair no ITA (terceiro dia do Ifá) é que se saberá se o (a) Omo Ifa será um sacerdote ou uma sacerdotisa e se assim o for o Babalawo irá orientá-lo(a) no caminho de Ifa, preparando-o(a) para o sacerdócio.
IPINUDU: é a obrigação feita para Omo Ifa se tornar Awo Ifa, sendo permitido somente aos homens esta obrigação.
IPINNUDUN AWOLORISA, é a obrigação feita somente por mulheres, Omo Ifa, que serão futuramente Iyalorisa, isso quer dizer que ela vai ter o seu Ile Ifa e somente através do odu que sair para ela, é possível se determinar o Orisa que ela vai ser iniciada. Constatado o nome do Orisa, é que se pode dar o nome de sua casa.

Por exemplo:
Se o odu dela é ligado a Osun, ela vai ser iniciada na Osun e a casa dela poderá se chamar Ile Olosun.Obs: Ela pode por determinação ou regra da sua casa mandar o filho ou a filha passar ou não por Ifá antes do Orisa.
Em nossa tradição não se inicia a outros Orisás sem passar pela iniciação de Orunmila Ifa. Assim, os Olorisas que possuem tal caminho no culto dos Orisas, devem sempre, antes de iniciar seus Eleguns, Yaos, Oyes, Alayan, passá-los pela iniciação do Ifá para poderem obter o Odu individual deste adepto e através do Babalawo serem orientados sobre qual o melhor caminho da iniciação do(s) filho(s).

CUMPRIMENTO NO ILÈ IFÁ

Quando uma pessoa se torna Babalawo significa que Ifá está encostado nele e é ele quem enfrenta qualquer negatividade que uma pessoa ou “Omo Ifa” carrega, por isto ele merece um grande respeito e não pode ser chamado pelo nome. A partir do momento que ele é preparado para brigar por sua liberdade, ele torna-se seu pai e deve ser chamado de Baba abreviação de Babalawo.

Obs.: Ele não pode ser chamado pelo nome.

Cumprimento no dia a dia:

Baba, Aboru boye
Tradução:
Baba, saudação
Resposta do Baba:
A boye bosise A gbo a to
Tradução:
Tudo de bom pra você, tenha boa saúde e prosperidade.
(Geralmente com a cabeça no chão).

A boru
A boye

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ese-Ifá (poema de Ifá)


- Ese-Ifá (poema de Ifá)

Temos o conhecimento de que, cada Odù contém sua própria história, conhecida entre os Yorùbá de ese, poema, alguns destes poemas são longos enquanto que outros bem curtos, mas, sendo longos ou curtos eles seguem uma lógica no seu raciocínio em cada poema de Ifá.

Essa seqüência lógica dos elementos é o que chamamos de domínio de estrutura.
Cada poema de Ifá tem um máximo de oito e um mínimo de quatro partes estruturais.
Os poemas que tem quatro partes são geralmente curtos, são chamados pelos Bàbá de Ifá kéékèèkéé, ou seja, pequenos poemas, que na verdade trata-se de resumo de poemas mais longos.
Sendo a maioria dos poemas, retentores de mais de quatro partes, em uma outra categoria, podemos encontrar em alguns casos, nas partes quatro e cinco um certo alongamento em certas pronúncias, sendo neste caso conhecidas como Ifá nláálá ( poemas alongados de Ifá).
Todo verso de ifá tem inicio o nome do sacerdote que no passado consultou Ifá, como forma de base para o poema.
Geralmente são nomes de louvor dos sacerdotes de Ifá, na primeira parte (I) da estrutura do verso é muito observado pelo Bàbá, pois se não evocar os nomes corretamente destas autoridades espirituais, o poema fica destituído de sua importância mística, esta parte do verso por, tanto, dá a legitimidade a cada poema em um fato histórico autentico e real que ocorreu no passado.
Os nomes variam de acordo com os fatos, podendo ser nomes de plantas, animais ou mesmo de um ser humano comum, enfatizando desta forma que os acertos e os erros se repetem desde do inicio dos tempos.

Então quando o bàbá entoa o nome de um sacerdote do passado nesta parte do poema, podemos compreender seu louvor como verdadeiro, mas só no sentido espiritual e simbólico.

Já na segunda parte (II) do poema se menciona os nomes dos consulentes de Ifá, para quem os sacerdotes da (I) primeira parte efetuou a consulta à Ifá.
O consulente neste caso pode ser apenas um como também toda um comunidade,

Igual o ocorrido na primeira parte, estes nomes são reais e também místicos, tanto de pessoas como de lugares.

Nesta parte do poema aclamada pelo bàbá, tem como resultado o fortalecimento para o seu propósito.

A terceira parte (III) do poema, trata da razão ou situação do passado. Esta parte da aclamação do bàbá trata do motivo que trouxe o consulente até Ifá.

A quarta parte (IV), aponta o que se deve fazer para a solução de todos os problemas anteriormente mencionados, detalhes como qual sacrifício de ser feito, ewo, clareza no que se diz respeito ao erro cometido e a orientação para que se não cometa o mesmo erro novamente.
Além disso, ele deve prescrever para seu consulente tudo o que lhe foi aconselhado por Ifá.
Esta parte justifica também, quando se dá lista para o consulente, demonstrando assim, que a pessoa tem de passar por este teste de compromisso para realização do ètùtù.
A quinta parte (V), esclarece ao bàbá se o consulente seguiu as determinações de Ifá ou não, tratando do tipo de pessoa com quem se esta lidando.
Já na sexta parte (VI), indica o que aconteceu com o consulente após ele ter se submetido a todas as orientações de Ifá. Os resultados e conseqüências, caso o consulente não obteve êxito e tenha cometido mais erros.

A sétima parte (VII), nos mostra a reação do bàbá ao desfecho da consulta, obtendo um bom resultado com o consulente o bàbá demonstrará feliz, mas se for negativa ele ira reagir com arrependimento e tristeza.

Esta parte do poema é muito importante, pois nos revela se o consulente é digno de se efetuar o ètùtù e de permanecer como filho ou apenas consulente.
O pacto de confiança se da na responsabilidade com que o consulente trata toda situação.
A oitava parte (VIII), se trata da conclusão, não só de resultados mas de todo o histórico, esta parte pode ressaltar o tamanho da importância de um ato de sacrifício.
Esta parte também serve de avaliação para o bàbá, no que ele possa considerar de suma importância diante dos fatos.

Quero deixar bem claro que, os poemas de Ifá são de caractere histórico, toda poesia tem por objetivo orientar os seres humanos à não terem mau comportamento, e que todo malefício que, por ventura ocorra em sua vida, é em virtude de seus próprios erros.
Ao narrar esses poemas o consulente se identifica com seus próprios problemas, vinculando-se ao personagem da narrativa.

Oriento aos estudiosos desta forma de culto a Ifá, que, tem de saber o que é mais importante de se observar no ese- ifá.

Por tanto o que posso lhes orientar em relação a isso, é que as parte I , III e VIII, são de muita importância para o êxito da acertação do problema. Sendo essas partes também consideradas obrigatórias por muitos sacerdotes.

Enquanto as partes IV e VI são opcionais.

Vou descrever um poema em caráter de exemplo, para melhor compreensão de todos:

(I) Gbónkólóyo;


(II) A dia fún ode


(III) Ti nregbé ‘je, Èlùjù’je.


(IV) Wón ní kó rúbo àlo, kó rúbo àbò .

Wón ní pípò ni igún fún n.


(V) Ó si rúbo


(VI) Ìgbá to rúbo tan, ó gún si òtún,
ó gún si òsì.
Ó kó erú, ó si kó erù.

(VII) Ó ní béè gégé, ni àwo òún nsenu rereé pe ‘Fá.


(VIII) E se ode ni hiin, ode hiin, hàà hin o.

Tradução


(I) O bàbálàwo chamado Gbónkólóyo;

(II) Consultou Ifá para o caçador.
(III) Que Estava indo caçar nas sete florestas e desertos.
(IV) Foi aconselhado ètùtù para proteção da expedição.

(V) Ele fez o ètùtù
(VI) Após ter realizado
(VII) Ele relata que ocorreu exatamente o que se Bàbá havia orientado através da voz de Ifá .
(VIII) Bem vindo caçador aclamado.
bem vindo caçador de louvor,

Caçador,nós te saudamos,

Nós te damos boas vindas e te aceitamos.

A poesia de Ifá é muito rica em linguagem e formas de estilos.
Uma relação detalhada de todas as características de estilos,rica em gêneros.

Existem cinco maneiras de repetição encontradas nas poesias de Ifá,a saber:

Estruturais.

Temática.

Linear.
Silábica.

Aliteração e assonância.

Para maior compreensão explicaremos separadamente cada caso citado a cima:

Estrutural

Uma das formas mais comuns é a de repetição das partes da estrutura dos poemas.

A repetição estrutural envolve as partes I,II e III ,e em alguns casos podendo envolver as partes IV e V.

Sendo assim entende-se que essa estrutura envolve a repetição de algumas ou de todas as seis primeiras partes.

Por isso, se é aconselhado a não tentar se utilizar desta pratica sem total e não parcial do conhecimento ,para não causar danos na vida do sacerdote ou do consulente.

Temática:

Nesta prática a repetição se concentra no assunto propriamente dito.
Vista de forma expressiva no poema Ifá nlánlá,onde são de forma longa e separada tanto em partes quanto em todo seu conteúdo.

O valor da temática consiste na repetição constante, de forma que , tanto o Bàbálawo , quanto o consulente ficam sem sombra de dúvidas o que se diz a mensagem de Ifá e qual ètùtù a ser realizado pelo seu consulente.

Esta repetição ocorre nos termos (IV) e (VI) do Ese (poema) por se tratar das partes dinâmicas e criativas do cada poema.

Linear

Sem sombra de dúvida a mais importante repetição encontrada.

Podemos encontrar dois tipos distintos de repetição linear:

A linear completa :

Que trata em repetir uma ou mais linhas estruturais

A linear parcial:

Usada tanto para a ênfase quanto para investigar o que se esta revelando no mundo espiritual em caráter afirmativo da descrença do consulente no que se diz respeito as coisas espirituais.

A explicação completa deste vasto assunto será posta na próxima edição.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ALTAIR TOGUN:

Altair Bento de Oliveira, conhecido como Pai Altair Togun, partiu para o orun no último dia 14 de janeiro de 2012.

Apesar de adoentado há alguns anos, a notícia sobre a sua morte foi a princípio um boato que custou a ser confirmado, para nossa tristeza.

Sua família consangüínea não quis divulgar o óbito, preferindo manter reservado o luto e garantir a intimidade dos ritos fúnebres.

Pai Altair era discreto. Negro, magro, de estatura mediana, era um homem de voz baixa, mas dono de muita atitude.

Altair Togun tinha 46 anos de santo quando morreu. Ele foi iniciado para Ogun na Nação Ketu, em três de outubro de 1966, por Carlos Gonzaga, o Carlos de Obaluaiyê, no Município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Eram tempos em que o saber religioso não era público, nem de fácil acesso. Inquieto e com fome de conhecimentos e respostas, se lançou muito cedo às pesquisas. O inquietava repetir os adurás (rezas) e os orins (cânticos sagrados) sem entender seus significados em português.

Foram cerca de 30 anos de pesquisas solitárias e persistentes. Queria conhecer o yorubá. Mas não existiam professores, nem dicionários. Ele ia então lentamente garimpando as palavras, lapidando as frases, esculpindo os textos, traduzindo para o inglês, depois para o espanhol, e finalmente chegando ao português. Tudo isso sozinho! Ele foi um autodidata.

Assim, foi o primeiro no Brasil a lançar um livro contendo músicas sacras com a letra em yoruba, sua fonética (pronúncia) e a tradução em português, anexando ainda 15 fitas cassete com um total de 15 horas de áudio dos respectivos 376 cânticos sagrados. Era sua primeira obra: “Nkorin S´àwon Òrìsà – Cantando para os Orixás”. O ano: 1993.

Naquela época, o preconceito no nosso meio era grande contra o registro escrito dos saberes rituais. Pai Altair foi muito criticado pela iniciativa, mas não pelo conteúdo da sua obra…

Ele não se abateu. Dois anos depois (1995), lança seu segundo livro, ainda mais contundente e detalhado: “Elégùn – Iniciação no Candomblé”, com prefácio de ninguém menos do que Agenor Miranda da Rocha, que assim concluiu o prólogo: “Sem entrar no mérito da polêmica acerca do que deva ou não ser publicado, saudamos mais esta contribuição aos estudos da cultura e religiões africanas no Brasil”.

A pesar disso, as críticas foram ainda mais severas e ácidas. Eram hipócritas, que renegavam a publicação, mas a consultavam em segredo nas suas casas…

Enquanto os mais tradicionalistas o boicotavam, o nome de Altair Togun crescia em admiração junto à nova geração que se constituía no Candomblé.

De tanto se debruçar no idioma yorubá, Pai Altair foi convidado a inaugurar o curso de Iniciação à Linguagem Yorubá, sendo professor convidado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Ali, foi mestre de toda uma importante geração: Fernandez Portugal, Marcelo Monteiro, José Flávio Pessoa de Barros, José Beniste, entre outros.

Seu terceiro e último livro veio em 1998. Já descontente com a política editorial, lançou em produção independente sua obra prima: “Asese – O reinício da Vida”. Um trabalho completo, onde discorreu sobre o contexto histórico, as práticas atuais, as explicações litúrgicas, também com a tradução de rezas e cantigas. Novamente composto por um acervo de fitas cassete com todos os áudios. Um livro antológico sobre o tema.

A essa altura, desgostoso da vida, seja pelos problemas familiares, seja pelas decepções que colecionou na vida sacerdotal, ou ainda pela ferocidade de seus críticos conceituais, foi se abatendo e se alquebrando pela doença.

Ao final da vida, era um homem nostálgico. A voz se mostrava ainda mais fraca e titubeante. Traído pela memória e pelos que ajudou, o velho Togun estava convicto de suas iniciativas, mas magoado e triste com o ostracismo a que fora relegado em sua Roça numa área remota de Nova Iguaçu.

Poucos foram os que o acompanharam até o fim. Poucos foram os que reconheceram seu mérito e o valor extraordinário de seu esforço para a sobrevivência do Candomblé.

Pai Altair Togun influenciou uma era. Fez escola, fez história, fez o Candomblé melhor: mais lúcido, mas claro, mais correto, mais compreensível. Ele registrou, traduziu e elucidou, trazendo luzes à ignorância e oportunidades aos interessados.

Não foi um mero tradutor. Seu trabalho assumiu uma importância singular, porque ao reparar os textos em yorubá e traduzi-los, garantiu automaticamente que a história dos Orixás, seus feitos, seus atributos e virtudes, assim como seus rituais, não fossem mutilados pelo tempo, nem pelos erros lingüísticos.

Assim a obra de Altair Togun ajudou a garantir uma tradição da qual já não se tinham mais referências gramaticais, a medida em que a língua matriz (o yorubá) que funcionava como um código de transmissão cultural estava se perdendo.

O Candomblé e toda a cultura Nagô foram literalmente resgatados pelo empenho desse homem que lutou sozinho contra um exército de ignorantes, mas que garantiu um legado eterno, herança de todos nós.

Altair Togun é um marco que divide o Candomblé em duas fases: a era da repetição e a era da compreensão.

Márcio de Jagun

Babalorixá, escritor, professor universitário, advogado e apresentador do Programa Ori (ori@ori.net.br)

Alàáfia isun o!!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Àwon Àjo Àfiyèsí ti Òsun

Festejos de Oxum

A festa de Òsun Òsogbo é uma festa internacional que

se realiza no mês de agosto.

Nesta festa comemora-se o aniversário da cidade de

Òsogbo na Nigéria e também o "pacto" firmado entre

o Rei Laroye fundador e primeiro rei da cidade e a

divindade do rio Òsun. Todo ano a festa tem seu início

às dezessete horas no momento em que se acende a

lâmpada de Òsónyìn com dezesseis bocas,

a "olójumérìndinlogun", que fica assim até a madrugada.

Diz a lenda que os primeiros moradores de Òsogbo

viéram de uma cidade que hoje é chamada "Ìpolé"

(sul de Ilésà) também na Nigéria. Eles saíram de sua

cidade por causa da seca e depois de muitos dias de

viagem, chegaram à margem de um rio. Felizes, eles

decidiram instalar-se no local e começaram a cortar

árvores para a construção de suas casas. Aconteceu

que uma das árvores caiu sem querer no rio e, de

repente, eles ouviram uma pessoa em voz alta dizendo:

Òsó Igbó (de onde também pode ter vindo o

nome Òsogbo) pèlé o, gbogbo ìkòkò mi lé tí fo tan.

Feiticeiro da Floresta faça devagar,

já quebrou todos os meus vasos.

Nas antigas comunidade dos Yorùbá, os vasos eram

usados para guardar água para beber.

Como sinal de paz, Larooye, sentado em uma rocha,

ofereceu juntamente com seu povo, sacrifício à Divindade.

Esta rocha fica até hoje como uma referência simbólica

e de grande significado na festa de Òsun.

Hoje a cidade de Òsogbo é uma cidade moderna é a

capital do Estado de Òsun na região ocidental da Nigéria,

distante cerca de duzentos e cinqüenta quilômetros de

Lagos, a antiga capital. Além da festa de Òsun, a cidade

é notável pelas suas várias obras e galerias de arte.

Reconhecidos internacionalmente os artistas participam

nas exposições locais e internacionais. Lá estão milhares

de obras de escultura de batik, obras de tintura tradicional,

contas, entalhe, mosaico, pintura, etc. Dentre as galerias

podemos citar a Heritafwe RT Gallery, Nike Centre for Arts

and Culture, Odi Olowo, Dade Estarte e a Casa da Susan

Wenger a Adunni Olórìsà, sacerdotiza austríaca naturalizada

nigeriana.

http://groups.msn.com/isapi/fetch.dll?action=MyPhotos_GetPubPhoto&PhotoID=nJgAAAKIKWaVz*vmvefhvuLAKTn9W4n3yJdHq3pRhuBbyeG5mpxWZt1quilTsil1BPdHCXHxn7Cs

Floresta Sagrada de Òsun

No dia da festa de Òsun, todo o povo da cidade, os

sacerdotes, adeptos, noviços, espectadores, bem como

os visitantes reúnem-se no Palácio de Atáója (título do rei)

e daí saem em procissão para o "Ojúbo Òsun" (Altar de

Òsun), com a Arugbá Òsun (a menina carregadora da

igbá – a cabaça) à frente. No Ojúbo, o Atáója faz os

sacrifícios necessários junto com a Ìyá Òsun e o

Bàbá Òsun.

A Ìyá Òsun é a sacerdotiza de Òsun. Ela cuida do sacrifício

diário à Òsun e também dos festejos. Cabe a Ìyá Òsun

invocar a divindade para dar a "água santa" que tem

poder de cura aos fiéis. Ela sabe o segredo completo de

Òsun e pode comunicar-se com ela. Ela canta também

os "oríkì" e louvores à divindade:

Saleru agbo

Agbara agbo

L' Òsun fi n wo mo re

Ki "dokita" o to de

A-bi-mo-ma-da-naa-le

Ìwo lá n powe-mo

Ore yèyé Òsun o.

Há também o "Àwòrò Òsun" o Bàbá Òsun (sacerdote de

Òsun ). Ele também participa dos sacrifícios juntamente

com a "Ìyá Osun". Ele pode comunicar-se com a divindade

e canta seus louvores:

Òsogbo orólí àsálà, Onílé obí

Òsogbo refúgio da riqueza, senhora da terra do obí

Òsogbo ìlú àro, àro dèdè bi okùn

Òsogbo cidade dos peixes, peixe grande gerado no oceano.

Òsogbo oròOmo yèyé Òsun

Òsogbo palavra que é riqueza, filha da Mãe Idosa Òsun

Yèyé àtéwogbéja, a ní lábebe

Mãe Idosa a palma da mão que abençõa o peixe na beira do riacho.

Òsun Òsogbo, rere ni o sun fún mi.

Òsun Òsogbo, faça fluir coisas boas para mim.

A "Arugbá Òsun " é uma mocinha que dedica toda sua

vida ao serviço de Òsun. Ela deve ser solteira, virgem

e assim permanecerá até o dia em que deixar o cargo

para se casar.

No último dia da festa, a Arugbá Òsun carrega a igbá

sagrada que contém as figuras sagradas e outros objetos

do ritual e lidera a procissão de Atáója do Palácio para o

terreiro de Òsun onde ocorrerão os sacrifícios e, em

seguida, a volta ao Palácio.

Texto original de Tayo Julius Ajayi

Cumprimentos

A Cultura Tradicional do Povo Yorùbá é muito rígida no

tocante a educação e respeito.

Os mais jovens são ensinados a manter todo o respeito

pelos mais velhos. Compreendendo que a idade é sinal

de posse de experiência e sabedoria.

O cumprimento dos mais jovens para com os mais velhos

é um sinal de demonstração desse respeito.

O dòbálè

(tradução literal = peito na terra vindo de dùbúlè que é deitar)

é o cumprimento feito "somente pelos homens", não cabendo

a mulher a atitude de deitar em respeito.

http://groups.msn.com/isapi/fetch.dll?action=MyPhotos_GetPubPhoto&photoId=nIwAHAP8K1Z*rtTQEweMRmt1E*ugh8ifwFvYc8Z1lcZKHFwDIvsZ8yXuzETeLEo7zRhcuy6xOvVM

Para as mulheres cabe tomar a postura chamada de kúnlè

(literal = joelho na terra) ou seja, simplesmente "ajoelhar" e

pedir a bênção daqueles que são merecedores de respeito.

Apesar de poligâmica, e às vezes extremamente machista,

essa Cultura mantém um extremo cuidado para com as

crianças e mulheres. Nos cumprimentos, as mulheres não

expõem ao perigo seus seios ou ventre, para o caso das

gestantes, deitando-se sobre eles no chão como é o ato do

dòbálè.

Esse costume de cumprimentar deitando-se ou ajoelhando-se

foi mantido nas Ilé Òrìsà porém com o grave erro, o de fazer as

mulheres deitarem-se colocando os seios no chão, que saliento,

não é do costume do Povo Yorùbá.

O cumprimento, não está relacionado com o Òrìsà Olorí

(Dono da Cabeça), mas está diretamente relacionado com a

Boa Educação e com os cuidados com as mulheres. Portanto

que se compreenda que, é dever dos que mantém as Tradições

do Povo Yorùbá exigir o respeito a quem de direito, mas é dever

dos mais velhos zelar pelo bem estar daqueles que se submentem

à ele.

http://groups.msn.com/isapi/fetch.dll?action=MyPhotos_GetPubPhoto&photoId=nIwAHANQJpIDzQ*d2JkLhGllrZeQEIk2rnX8Z*iPAllu0141RfjlYPcAjTFyeORj3KnFwHnDmw2A

Kúnlè é o que as mulheres devem fazer para cumprimentar.

" Gèlè "

Nós sabemos que o Candomblé é um culto matriarca,

ou seja, as mulheres escravas mantiveram os costumes

religiosos africanos, dada as maiores facilidades que

tinham para esses afazeres em relação aos escravos

homens pois estes labutavam na lavoura.

Esse fato não pode justificar que, nos dias atuais, alguns

"enganos" ainda sejam cometidos e mantidos. Hoje o

Homem é mais ilustrado e encontra ricas fontes onde

buscar informações.

Se continuam errando é porque são preguiçosos e não

desejam evoluir em seus conhecimentos. Mudar, naquilo

que se julga importante mudar, é sinônimo de Evolução!

Vejamos o fato:

http://groups.msn.com/isapi/fetch.dll?action=MyPhotos_GetPubPhoto&photoId=nIwAAANQKYJth96XkCJKXKD5yNtEA9gPBn5Z11slrjay6jnvrEJDDGx8k9uvWu6i7fzxZlSB*jn0

Os praticantes das Doutrinas Afro-brasileiras afirmam

que praticam um Culto de Origem Africana e alguns

deles sendo da origem do Povo Yorùbá, mas não adotam

verdadeiramente os costumes desses povos. O fato do

Candomblé ter sido, no passado, mantido pelas mulheres,

não obriga aos homens usarem trajes femininos. O que

causa larga estranheza irônica para quem chega dos

Territórios Africanos e vê esse tipo de costume brasileiro.

http://groups.msn.com/isapi/fetch.dll?action=MyPhotos_GetPubPhoto&photoId=nIwAAAFkK2Y4UQNH10JOM8eBlDJfALiqbHZPFWtvGQTlfT8XOkyym9GsFjj9Iu5EYIITBWMvUNUE

O gèlè / turbante é "acessório da vestimenta feminina"

para a cabeça, que aqui ficou conhecido como torso ou oja.

Homem "não usa" gèlè !

http://groups.msn.com/isapi/fetch.dll?action=MyPhotos_GetPubPhoto&photoId=nIwAAADwKJ4ysUZc0mCJ8BSJ0s!UvhH!CuX9p9ljy6mVhf0Ob8nqhZwjWvWL0!ei3!1dIOqZ6ZmI

Homem usa, na cabeça, fìlà, àketè /tipos de chapéu , ou

ainda elétíajá, fìlà òfì ou aso òkè.

http://groups.msn.com/isapi/fetch.dll?action=MyPhotos_GetPubPhoto&photoId=nIwAAAH4KfJJ3Sflw*MQXf!frxGZTcn5ZibriwOs4syQ4F7eK9!0sNLgsXuwTssxixmMugJkRAEE

Nimrod

Nimrod (também grafado Ninrode ou Nemrod) é um personagem biblico descrito como o primeiro poderoso na terra (Génesis 10:8; 1 Crónicas 1:10). Filho de Cush, que era filho de Cam, que era filho de Noé.

Significado do Nome

Os escritos rabínicos derivaram o nome Ninrode do verbo hebraico ma·rádh, que significa "rebelar". Assim, o Talmude Babilônico (Erubin 53a) declara: "Então, por que foi ele chamado de Ninrode? Porque incitou todo o mundo a se rebelar (himrid) contra a Sua soberania."Encyclopedia of Biblical Interpretation (Enciclopédia de Interpretação Bíblica), de Menahem M. Kasher, Vol. II, 1955, p. 79.

A respeito do nome , o orientalista E. F. C. Rosenmüller escreveu: "O nome Ninrode se deriva de [ma·rádh], 'ele se rebelou', 'ele desertou', segundo o significado hebraico." Rosenmüller explica ainda que "os orientais têm o costume de se referir muitas vezes às pessoas de destaque por outro nome dado após a sua morte, e por isso às vezes há uma notável harmonia entre o nome e os atos da pessoa".

Extensão do seu Reinado e um breve Histórico

Segundo a Bíblia, o reinado de Nimrod incluía as cidades de Babel, Arac (Araque), Acad e Calene (Calné), todas na terra de Sinear ou Senaar (Génesis 10:10). Foi, provavelmente, sob o seu comando que se iniciou a construção de Babel e da sua torre. Tal conclusão está de acordo com o conceito judaico tradicional.

Sobre este homem, Josefo escreveu: "Pouco a pouco, transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Deus era fazê-los continuamente dependentes do seu próprio poder. Ele ameaçou vingar-se de Deus, se Este quisesse novamente inundar a terra; porque construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingida pela água e vingaria a destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho, achando ser escravidão submeter-se a Deus; de modo que empreenderam construir a torre [...] e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas."Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas), I, 114, 115 (iv, 2, 3)

Parece que Nimrod estendeu o seu domínio ao território da Assíria e construiu ali "Nínive, e Reobote-Ir, e Calá, e Resem, entre Nínive e Calá: esta é a grande cidade" (Génesis 10:11, 12 NM). Miquéias 5:5 informa: "Eles apascentarão a terra da Assíria pela espada e a terra de Nimrod pelo seu punhal" (BJ), o que parece associar a terra de Assur, em Génesis 10:11, com a Assíria. Visto que a Assíria evidentemente derivou seu nome de Assur, filho de Sem, Nimrod ou Ninrode, como neto de Cam, deve ter invadido território semita. Assim, parece que Nimrod começou a tornar-se um poderoso, ou herói, não só como caçador de animais, mas também como guerreiro, homem de agressão. (Génesis 10:8) A Cyclopædia de M’Clintock e Strong observa: "O que Ninrode fez ao sair no encalço como caçador era o primeiro indício do que conseguiu como conquistador. Pois a caça e o heroísmo, desde antigamente, estavam associados de modo especial e natural [...] Os monumentos assírios representam também muitas proezas na caça, e a palavra é muitas vezes empregada para indicar uma campanha. [...] A caça e a batalha, que no mesmo país, em tempos posteriores, estavam tão intimamente relacionadas, portanto, podem estar aqui virtualmente associadas ou identificadas. O significado, então, será que Ninrode foi o primeiro, depois do dilúvio, a fundar um reino, a unir os espalhados fragmentos do domínio patriarcal e a consolidá-los sob si próprio como único cabeça e senhor; e tudo isso em desafio a Deus, pois significava a intrusão violenta do poder camítico em território semítico." — 1894, Vol. VII, p. 109.

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Há que se lembrar também, que Nimrod (Ninrode),é o precursor das "sociedades secretas" vide: O autor cristão, o reverendo Alexander Hislop, publicou no início do século XX um livro intitulado The Two Balylons: The Papal Worship [As Duas Babilônias: A Adoração ao Papa]. Ele afirma que as sociedades secretas podem ser rastreadas até Ninrode, que tornou-se, após sua morte, o "primeiro dos mortais divinizados" [pg 32]. Quem foi Ninrode? Algumas gerações após o dilúvio, quando a população mundial começou a crescer novamente, um homem chamado Ninrode (Gn 10:8-11) levantou-se na região da antiga Babilônia. Ele era um poderoso guerreiro e exerceu uma tremenda liderança entre aqueles povos antigos (1 Cr 1:10). Ninrode estabeleceu um sistema satânico de idolatria abertamente, e atraiu muitas pessoas a esse tipo de adoração. Naquele tempo, o sistema religioso predominante que governava o mundo era a adoração ao único DEUS Verdadeiro. Logo após Ninrode estabelecer sua religião "alternativa", baseada na idolatria e na feitiçaria, Sem, um dos filhos de Noé, profundamente agoniado em ver tanta apostasia, foi motivado pelo Deus Todo-Poderoso a destruir o reino de Ninrode. Sem organizou um exército e atacou Ninrode, derrotando-o e levando-o prisioneiro. Ninrode foi executado, juntamente com muitos de seus sacerdotes e seguidores. Para demonstrar a totalidade de sua vitória, Sem ordenou que o corpo de Ninrode fosse desmembrado e que cada parte fosse enviada a uma cidade diferente para demonstrar a todos que a adoração a Satanás por meio da idolatria e da feitiçaria não seria tolerada. O mundo parecia livre daquela forma de mal.

Vale lembrar a conexão de Ninrode com a deusa Semíramis a conhecida "Rainha dos Céus". Primeiro, vamos examinar a antiga Rainha dos Céus. A maior parte destas informações foram extraídas do livro The Two Babylons (As Duas Babilônias), de Alexander Hislop, publicado em 1917. Hislop rastreou a adoração babilônica da Rainha dos Céus até os dias após a morte de Ninrode. A data exata desse acontecimento não é conhecida exatamente, mas parece ser aproximadamente 400 anos após o dilúvio. Após a morte de Ninrode, sua mulher, a rainha Semíramis, decidiu reter seu poder e riquezas. Ela inventou a história de que a morte de Ninrode foi para a salvação da humanidade. Ninrode foi propagandeado como "a semente prometida da mulher, Zero-ashta, que estava destinado a esmagar a cabeça da serpente, e ao fazer isso, teria seu calcanhar ferido." Segundo alguns estudiosos do assunto isto foi uma clara tentativa de Satanás, desde que foi informado que da semente de mulher viria Um para destruí-lo, ele, planejou a adoração a deusas-mães para desvirtuar a verdadeira adoração ao SENHOR por meio do Verdadeiro Messias que viria muitos séculos após esta criação. satânica.

Alexander Hislop continua em seu livro desmonstrando que podemos ver claramente que essa história é uma falsificação da profecia referente a Jesus Cristo. Para permitir que o povo babilônio adorasse melhor essa criança , foi criada uma gravura entalhada em madeira, retratando-a nos braços da mãe. A mãe, obviamente, obteve sua glória a partir do filho divinizado. No entanto, "no longo prazo, a adoração à mãe praticamente ofuscou a adoração ao filho". A figura original obviamente destinava-se a ser meramente "um pedestal para a proteção do filho divino.... Entretanto, embora esse tenha sido o plano, é um princípio simples em todas as idolatrias que aquilo que mais apela aos sentidos acaba deixando as mais poderosas impressões" (pg 74). Assim, a mãe deixou a mais poderosa impressão visual, pois era uma pessoa adulta e estava vestida de forma magnificente.

Quando as pessoas começaram a adorar a mãe mais do que o filho, os sacerdotes babilônios sentiram-se forçados a publicar um edito para divinizá-la também. Após a passagem de muito tempo, "o nascimento do filho foi declarado miraculoso e, portanto, a mãe foi chamada de ... Virgem Mãe" (pg 76). "Ela recebeu os títulos mais elevados. Foi chamada de Rainha dos Céus. No Egito, era Athor, isto é, a Habitação de Deus, para significar que nela habitava toda a "plenitude da divindade" (pg 77). A partir dessa origem pagã, a história da Virgem Mãe, a Rainha dos Céus, alastrou-se por todo o mundo.

Historicidade e Tradição

A Collier’s Encyclopedia afirma: "Os peritos têm tentado, sem real êxito, identificar Ninrode com diversos reis, heróis, ou deidades antigas, dentre eles Merodaque [Marduque ou Marduc], um deus assírio-babilônico; Gilgamés [Gilgamesh], um herói babilônio que se tornou famoso como caçador; e Órion, um caçador da mitologia clássica". Na verdade, pouco mais se sabe sobre este governante do que aquilo que a Bíblia menciona. No entanto, a tradição árabe menciona-o. O nome, como Nimrude ou Nimroude, ocorre em designações de lugares no Próximo Oriente. Poemas didáticos sumério-acadianos relatam os seus feitos heróicos. E Josefo, historiador judeu, refere-se nominalmente a ele.

Segundo a tradição religiosa, Nimrod foi executado devido à sua rebelião contra Javé, o Deus de Noé. Os seguidores de Ninrode consideraram a sua morte violenta uma tragédia ou calamidade, e o deificaram. Comemoravam a sua morte anualmente no primeiro e segundo dia do mês lunar de Tamuz, quando as mulheres choravam o seu ídolo.