Dedicado aos admiradores do culto a Olodùmaré
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
OS 100 NOMES DE IYAMI AJE (Mães / Anciãs da noite).
Iyaami Osoronga,
Afinju
eye,
Iyaami Odundunlade,
Obinrin kukuru regiregi,
Iyami elewu osun,
Elewu efun,
Alaso aro,
Eye sooro moga,
Eye mogamoga sooro,
Akeroro,
Olohunroro,
Olola Aajin,
Olokiki Oru,
Opake Olake,
Olona Marinmarin,
Ori kikun tiko Nina,
Oja kunkun tiko lero,
Olobo akiido,
Anido akii fowo pa,
Oworowo,
Iyan Oroko,
Mini jojo,
Igbin Onirun Ajenjetan,
Ako Aja Abori gbongbo,
Ologinni Abiru gilogilo,
Eye abapa wini,
Eye abese wini,
Eye abirin ara lese mejeeji,
Okiki ola Omo aforu lalu,
Asagara, Aringara,
Alubosa Obinrin,
Girigiri da,
Idandagiri,
Ajimokun oro,
Ajifokun Oro,
Afenu gbobi Loganjo,
Akayinsoro,
Atobosoro,
Afegegeniye,
Ako aja aboju merin,
Abo aja aboju merin,
Ako aja aboju mejo,
Abo aja aboju mejo,
Ako aja aboju merindinlogun,
Abo aja aboju merindinlogun, Olojongbodu Obinrin
Iku, Igunungun tii bale ajori,
Akala bale ajedo,
Olataka,
Olaraka,
Olataka ragbada,
Iyami Oloja Merindinlogun,
Onibante peleja,
Anamo Naye,
Olofun Aasan,
Onikun Ase,
Laworiwojiwo,
Iyami Osoromoniga,
Apani ~ma~hagun,
Opapara,
Okan~hi~hi,
Afokannanmu,
Atapajori,
Atifunjedo,
Ajedo eeyan Mabi,
Adele-dolu,
Ero-dona-dosu,
Oniye-Owewe,
Ago-ala-mosu,
Oloyunbere-abirugbooro,
Olaporo,
Okikigboo,
Dangiri,
Otelekilemi,
Otelekilero gbadagbada,
Omi-nla-aboju-nangun,
Iyami Onigba eye,
Alawodi,
Oni-owiwi,
Alapandede eye agbaagba,
Iyami eleye agbe,
Olodidere-Iwo,
Eye-sooro-moga,
Eye-moga-moga-sooro,
Kufekufe Ogudu,
Ogudu kufe,
Olomi-teere-Omi aye,
Olomi-taara-Omi ile,
Onile mawomawo,
Arogba-aso-ma-bale,
Oranni-nise-faya-ti,
Osa meji ara Ota,
Ogbudu-gbada-gbarai ero idi,
Ologbo dudu ese,
Ologbo laajin,
Ogborigi ke-han-han,
Ojegun osika,
Alagogo lekuleku,
Abeyin-aro pelemo-pelemo,
Opiki elese osun,
Olujumoran lorita,
Apani-mayoda,
Oniye abami.
IBA
EYIN IYAAMI
postado por Baba Fagbola Monteiro
Ire gbogbo!
terça-feira, 13 de agosto de 2019
(ORIN) E RÁNTÍ ÌSÈSE
E jé ká rántí o
Ká rántí ibi ti a ti bi wa
Ká rántí ibi ti a ti sè wa
Ká má gbàgbé Ìsèse o
Ó yé ká rántí o
(bis) E ò bá rántí Ìsèse èyin omo
Odùduwà
(bis) E ò bá rántí Ìsèse èyin omo
Yorùbá
Bàbá eni ni Ìsèse ni
Ìyá eni ni Ìsèse ni
Ki là bá bo ká to bo òrìsà
Ìsèse là bá bo Ìsèse
(bis) Ó yé
(bis) Ó yé ká rántí Ilé wa o
(bis) E má gbàgbé Ìsèse
(bis) E ma se òlàjú ba ayé jé
(bis) Ènìyàn, e tún ayé se
“Mo kéu”, “mo kàwé”, kó pé ki e gbàgbé Ilé.
(bis) Ènìyàn, e tún ayé se
(bis) E ma se òlàjú ba ayé jé
(bis) Ó di òganjó o
(bis) Ó di òganjó a ó se oro wa
Àjèjì ( àjòjì) kó padà
Omo onilé kó Wole
Ó ti di òganjó òru o
(bis) Ó di òganjó o
(bis) Ó di òganjó a ó se oro wa
Àjèjì kó padà
Omo onilé kó Wolé
Tradução (português/Inglês)
Vamos lembrar
Que nos lembramos de onde nascemos
Que nos lembramos de onde viemos (nos originamos)
Que não nos esquecemos da tradição
É importante que nos lembremos
Você deveria se lembrar da tradição, seus descendentes /
filhos de oduduwa
Você deveria se lembrar da tradição, seus filhos yoruba /
descendentes
O pai é a tradição
Mãe é a tradição
O que devemos honrar antes de honrarmos os òrìsà
Tradição é o que devemos honrar é importante
É apropriado que nos lembremos da nossa casa /
ancestralidade / terra natal
Não esqueça a tradição
Não pratique / modernismo para estragar / destruir a
terra / vida
Humanos, restaurem a terra / vida
Eu aprendi árabe, eu li livros, isso não significa que
você deve esquecer sua casa / linhagem / terra natal
Até
Até a meia noite
Nós faremos nosso ritual
Visitante (s) deve voltar / retornar
Filhos da terra / nativos devem entrar em casa
Nós faremos nosso ritual, será meia-noite
let us remember
that we remember where we were birthed
that we remember where we come/originate from
that we not forget tadition
it is suitable that we remember
you ought to remember tradition , you
descendants/children of oduduwa
you ought to remember tradition, you yoruba
children/descendants
one's father/mother is one's tradition
what should we honour be fore we honour the deities
tradition is what we should homour it is suitable
it is suitable that we remember our home/ancestry/native
land
do not forget tradition
do not do/practice modernism to spoil/destroy earth/life
humans, reapair the earth/life
I learnt arabic, I read books, it does not mean you should
forget your house/lineage/native land
until
until midnight
we will do our ritual
visitor(s) should go back/return
children of the land/ natives should go into the house
it has become/will be midnight
terça-feira, 6 de agosto de 2019
O Presidente dos analfabetos:
Para criticar o Brasil de
hoje e compreender o que está em jogo na política e na manipulação da política
como forma de dominação econômica e simbólica, é necessário reconstruir uma
totalidade alternativa que desconstrua o culturalismo racista conservador e
reconstrua a sociedade brasileira em um sentido novo e crítico. Ao mesmo tempo,
este esforço parece-me também fundamental para apontar os caminhos de uma nova
crítica social entre nós que não se deixe colonizar pelo culturalismo
conservador e seu racismo implícito.
É necessária uma reflexão
independente, também acerca do Estado e da sociedade, para que o culturalismo
conservador de direita não colonize a esquerda como acontece até hoje. Todos os
golpes de Estado contra a esquerda se baseiam na dominância de uma
interpretação totalizante e conservadora, que contamina e fragiliza a esquerda
mortalmente. Para evitar que isso aconteça no futuro, é necessário desconstruir
a leitura conservadora dominante e construir uma teoria explicativa nova tão
abrangente quanto a versão conservadora o é. Daí a importância de as três
questões essenciais a que toda religião ou ciência totalizadora ter que ser
respondidas agora refletindo os interesses da crítica social que a “esquerda”
pretende representar. Interesses que tenham a ver com a crítica da desigualdade
e da injustiça social e não com sua reprodução. Para responder às três questões
essenciais para a compreensão da singularidade de qualquer sociedade – de onde
viemos, quem somos e para onde vamos –, o culturalismo racista constrói uma
fantasia da continuidade cultural com Portugal que é falsa da cabeça aos pés.
No Brasil, desde o ano zero,
a instituição que englobava todas as outras era a escravidão, que não existia
em Portugal, a não ser de modo muito tópico e passageiro. Nossa forma de
família, de economia, de política e de justiça foi toda baseada na escravidão.
Mas nossa auto interpretação dominante nos vê como continuidade perfeita de uma
sociedade que jamais conheceu a escravidão a não ser de modo muito datado e
localizado. Como tamanho efeito de auto desconhecimento foi possível? Não é que
os criadores e discípulos do culturalismo racista nunca tenham falado de
escravidão. Ao contrário, todos falam. No entanto, dizer o nome não significa
compreender o conceito. A diferença entre nome e conceito é o que separa o
senso comum da ciência. Pode-se falar de escravidão e depois retirar da
consciência todos os seus efeitos reais e fazer de conta que somos continuação
de uma sociedade não escravista. É como tornar secundário e invisível o que é
principal e construir uma fantasia que servirá maravilhosamente não para
conhecer o país e seus conflitos reais, mas, sim, para reproduzir todo tipo de
privilégio escravista ainda que em condições modernas. E, toque satânico,
demonizar o Estado como repositório da suposta herança maldita portuguesa e
sempre que o mesmo for ocupado pela esquerda e reverberar seletivamente a
acusação moralista já.
É precisamente como uma sociedade constitutiva
e estruturalmente sadomasoquista – no sentido de uma patologia social
específica, onde a dor alheia, o não reconhecimento da alteridade e a perversão
do prazer transformam-se em objetivo máximo das relações interpessoais, tudo
para honra e glória do senhor Jesus. A verdade, porém, é que nós é que fomos os
sadistas; o elemento ativo na corrupção da vida de família; e moleques e
mulatas, o elemento passivo. Na realidade, nem o branco nem o negro agiram por
si, muito menos como raça, ou sob a ação preponderante do clima, nas relações
de sexo e de classe que se desenvolveram entre senhores e escravos no Brasil.
Exprimiu-se nessas relações o espírito do sistema econômico que nos dividiu,
como um Deus todo-poderoso, em senhores e escravos. Dele se deriva a exagerada
tendência para o sadismo característica do brasileiro, nascido e criado em
casa-grande principalmente em engenho; e a que insistentemente temos aludido
neste ensaio. Imagine-se um país com os meninos armados de faca de ponta! Pois
foi assim o Brasil do tempo da escravidão.
Hoje o então Jair dos
senhores, o representante de Deus a salvação dos protestantes, Senhor e Capitão
do Mato para as minorias oprimidas de instituição pagã, que por sua própria
irresponsabilidade e ignorância política assim elegeu de próprio punho o seu
carrasco Inquisidor.
Viva o País do retrocesso
cultural de Jair do fanatismo religioso.
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